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Porque a Arlequina é muito mais sombria do que mostrado em Esquadrão Suicida

POR PH Mota EM Entretenimento 23/09/16 às 19h50

capa do post Porque a Arlequina é muito mais sombria do que mostrado em Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida pode não ter sido um sucesso absoluto entre críticos e fãs, mas a personagem de Arlequina agradou à Warner. Antes mesmo do filme dos vilões chegar aos cinemas, o estúdio já estava estudando a possibilidade de um filme focado no papel da personagem, que deve ser vivida novamente por Margot Robbie.

Uma das personagens mais cativantes da DC, a Arlequina tem um passado conturbado. Além de ser a namorada do Coringa que vimos nas telas, já viveu momentos perturbadores ao longo de sua história, que começou em 1992 na série animada do Batman. Ela continuou a fazer aparições regulares no programa e, desde então, já era claro que os sentimentos do palhaço pela garota não eram recíprocos.

Dois anos mais tarde, a origem da personagem começou a ser explorada. Num conteúdo bem mais adulto do que o do desenho animado, foi explicado que a Dra. Harleen Quinzel começou a trabalhar como terapeuta do Coringa no Asilo Arkham, até que se tornou tão obcecada por ele que o ajudou a escapar, assim como visto na versão que chegou aos cinemas.

Relacionamento abusivo

A primeira aparição oficial no universo dos quadrinhos aconteceu durante o arco Terra de Ninguém, publicado em 1999 nas histórias do Batman. Durante o arco, Arlequina é resgatada pela vila Hera Venenosa, que concede agilidade, força e imunidade a toxinas por meio de suas plantas. Nesse arco também é possível perceber claramente o desprezo do Coringa pela garota, que é utilizada como distração contra o Batman. Como ela sai ilesa do processo, o palhaço chega a tentar matá-la depois disso.

Além dos abusos psicológicos, fica cada vez mais claro que a suposta namorada do Coringa também sofre de violência física, mas não consegue abandonar o vilão por conta de sua obsessão. Em 2001 ela ganhou sua própria revista, mas até mesmo nessas histórias ela era abusada por ele. O palhaço se finge de doente para ser bem tratado por ela, que acaba realizando algumas tarefas para ele.

Arlequina faz o serviço tão bem que provoca a inveja do Coringa, que mais uma vez tenta matá-la. No entanto, a personagem atingida na verdade era Hera Venenosa, que se disfarçou de Arlequina para salvar a vida da amiga. O episódio manda Arlequina a uma nova aventura solo, dessa vez com muito menos senso de humor. A fase da personagem é tão pesada que ela acaba se entregando e vai parar no Asilo Arkham.

Depois que sai dali, Arlequina divide um apartamento com Mulher Gato e Hera Venenosa. Enquanto mora ali, o Coringa, mais uma vez, tenta assassinar a personagem, além de suas duas amigas. O grupo tenta se vingar, mas descobre que dessa vez não era o verdadeiro vilão que estava tentando cometer o crime, e sim um antigo parceiro do palhaço que tinha ciúmes da suposta relação que Arlequina e Coringa mantinham.

Novos 52

Em 2011 a DC decidiu cancelar tudo o que havia publicado em suas histórias anteriores e reiniciar todas as suas histórias. No universo conhecido como Novos 52, Arlequina trabalha como stripper e tem uma relação muito mais explícita com Hera Venenosa. Ela ainda é obcecada pelo Coringa, mas a aparição do vilão é menos recorrente no início da nova fase.

Assim como nos filmes, Arlequina é convocada por Amanda Waller para integrar o Esquadrão Suicida ao lado de outros criminosos. Durante essa fase, a personagem recebe um soro parecido com o que deixou o vilão Bane extremamente forte e acaba mantida numa prisão para sua própria segurança.

Nos arcos mais recentes, Arlequina finalmente conseguiu escapar do relacionamento abusivo com o Coringa e está se envolvendo com um novo personagem que não é o palhaço, depois de 25 anos. Apesar disso, é esperado que cedo ou tarde os personagens voltem a apresentar algum relacionamento, assim como foi visto no filme.

Por mais que a versão final que chegou aos cinemas tenha apresentado uma espécie de romance que inspirou fãs do filme, a verdadeira história por trás do suposto casal é muito mais sombria do que parece, envolvendo não só abusos como tentativas reais de homicídio.


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Via   Looper     Cinema Blend  
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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
As categorias Terror, Sobrenatural, CreppyPasta e entretenimento têm como único objetivo de entreter. Não devem ser utilizadas como fontes de artigos científicos ou trabalhos escolares.
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