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Conheça a história de Sônia Guimarães, a primeira brasileira negra doutora em física

POR Erik Ely    EM Curiosidades      07/09/20 às 00h33
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Em 1993, Sônia Guimarães começou a dar aulas no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) de São José dos Campos. Ainda nessa época, Sônica era a única mulher negra a lecionar sobre física, além de também, uma das poucas mulheres no campus. Somente em 1996, o ITA passou a aceitar o ingresso de alunas na instituição. Mas, essa não foi a primeira vez que a pesquisadora se via assim em seu campo de estudo. Antes de se tornar professora, Sônia também foi  primeira brasileira negra doutora em física.

Porém, a luta de Guimarães vem de muito antes. Ao longo de sua trajetória, também se destacou na luta contra a discriminação de gênero e contra o racismo. Sendo especialista em física aplicada, sua pesquisa inclui semicondutores e desenvolvimento de sensores de calor.

Ela sempre chamou a atenção por quebrar barreiras

Seu pai é tapeceiro, e, sua mãe, comerciante da cidade de Brotas, no interior de São Paulo, que é onde Sônia nasceu. Assim, durante a infância, sempre estudo em escolas públicas e já demonstrava uma facilidade para cálculos matemáticos. Na adolescência, decidiu que iria prestar vestibular para engenharia civil. Mas, para isso, precisava estudo dobrado. Portanto, começou a trabalhar para poder pagar um cursinho. Dessa forma, não muito tempo depois, ela iniciou os estudos em física na Universidade Federal de São Carlos.

Sedo assim, Sônia foi a primeira mulher se sua família a ingressar no ensino superior. Em sua sala, haviam 50 alunos e, desse número, apenas 5 eram mulheres. No entanto, isso não intimidou Sônia, muito pelo contrário. Em seu segundo ano no curso, Sônia começou a se aprofundar na área de física moderna, campo do qual se especializou posteriormente. Com isso, Sônia se forma e já possuía um eixo temático para continuar a pesquisar na área acadêmica.

Sônia começou a se interessar pela física no cursinho

No ano de 1979, Sônia já estava com o diploma em mãos quando decidiu entrar para o mestrado. Desse modo, ela ingressou em um mestrado em física aplicada pela Universidade de São Paulo (USP). Depois disso, não demorou muito para que ela seguisse para um doutorado. Assim, em 1986, Sônia ingressou na University of Manchester Institute of Science and Technology, localizada na Inglaterra. E, em 1993, ela teria uma de suas maiores conquistas. Neste ano, Sônia se tornou a primeira mulher negra doutorada em física do Brasil, concluindo a pesquisa em 1989.

Com o título de doutora, Sônia logo começou a atuar como docente no ITA. Isso aconteceu em 1993. "Sempre gostei muito de estudar, especialmente de matemática, um de meus presentes de natal quando eu tinha uns dez anos foi um jogo de química. Comecei a gostar de física no cursinho para o vestibular. Sempre fui a segunda melhor da classe, pelo menos até entrar na universidade. Da graduação fui direto para o mestrado, e fui fazer doutorado na Inglaterra, onde o doutorado se chama PhD - Philosophiæ Doctor, sendo que sou a primeira doutora negra em física do Brasil, e fui a primeira mulher negra a dar aula na física do ITA, e eles nunca me perdoaram por isto", afirma Sônia.


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Erik Ely
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