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Qual a composição do primeiro cometa 'alienígena' detectado em nosso sistema solar?

POR Erik Ely    EM Ciência e Tecnologia      02/05/20 às 19h09

No ano passado, o cometa interestelar 21/Borisov foi detectado em nosso Sistema Solar. Dessa forma, esse visitante um tanto quanto misterioso, vindo diretamente das profundezas do espaço deu aos cientistas uma oportunidade única de compará-lo com outros cometas que se formaram ao redor do Sol. Com tantas perguntas que agora podem ser respondidas, uma acabou chamando a atenção dos pesquisadores. Afinal, qual a composição do primeiro cometa 'alienígena' detectado em nosso sistema solar?

Novos dados sugerem que em sua composição há grandes quantidades de monóxido de carbono e isso poderia ser uma possível pista de onde ele "nasceu". Contudo, sua composição pode ser um mistério maior do que imaginamos.

É a primeira vez que observamos um cometa vindo de fora do Sistema Solar

Dois estudos científicos independentes relacionados ao cometa foram publicados no site Nature Astronomy. No primeiro estudo, uma equipe internacional apontou o radiotelescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma) em direção ao cometa entre os dias 15 e 16 de dezembro de 2019. Com isso, a equipe era liderada por Martin Cordiner e Stefanie Milam, do Goddard Space Flight Center, da NASA.

Dessa forma, o "Alma", radiotelescópio utilizado no estudo, é composto por 66 antenas posicionadas no topo de uma montanha no deserto do Atacama, no Chile. Essas antenas permitem observar o espaço por meio de comprimentos de onda submilimétricos.

No outro estudo Dennis Bodewits, da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos, e seus colegas, coletou observações ultravioletas de 21/Borisov. Porém, dessa vez, utilizando o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório Neil Gehrels Swift.

Cometas são feitos de gás, gelo e poeira e se formam no disco rotativo de matéria. Ou seja, o disco protoplanetário, que orbita em torno de uma estrela, e onde é comum de surgirem planetas, asteroides e outros corpos celestes. Além disso, eles podem semear novos mundos com os elementos químicos essenciais à vida. Portanto, podem ter trazido água para a Terra, quando ela ainda era muito jovem.

Uma composição um tanto quanto incomum para um cometa

Segundo as equipes científicas, duas moléculas no gás liberado pelo 21/Borisov foram identificadas. Elas eram cianeto de hidrogênio (HCN) e monóxido de carbono (CO). O HCN está presente em quantidades semelhantes em outros cometas encontrados no Sistema Solar. Entretanto, os pesquisadores ficaram surpresos ao ver grandes quantidade de CO. De acordo com as observações, a concentração de CO no 21/Borisov é de 9 a 26 vezes maior que a de um cometa comum em nosso sistema solar.

Isso pode estar em relacionado, em partes, com o lugar que o cometa se formou dentro do sistema estelar. Além disso, também poderia estar ligado à frequência com que a órbita do cometa o aproxima de sua estrela e o leva a emitir gases que evaporam mais facilmente do gelo.

Em uma outra teoria, os pesquisadores imaginaram que o cometa poderia ter se originado em torno de uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum na galáxia da Via Láctea. De toda forma, os astrônomos continuam estudando nosso mais novo visitante. Em observações mais recentes, os cientistas perceberam que o cometa estaria se fragmentando.

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Via   G1  
Imagens G1
Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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