• MAIS LIDAS
  • QUIZ
  • VÍDEOS
  • ANUNCIE


Qual é a maneira mais efetiva de destruir o universo?

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      09/09/19 às 18h05

Se tem uma coisa que é possível, nesse universo, é destruir as coisas, e disso nós sabemos bem. Se olharmos diretamente para o nosso próprio planeta, veremos como o poder de destruição do ser humano é alto. Mas vamos elevar as coisas a um novo patamar. Se você quiser destruir completamente um planeta, como a Terra, por exemplo, existem várias maneiras. E, entre todas elas, existem as naturais, onde o próprio universo iria fazer o trabalho de destruí-la. E nem precisa de muito, bastaria trazer um buraco negro passar perto do nosso planeta e ele seria simplesmente rasgado, em milhões de pedaços, e devorado.

O mesmo aconteceria se qualquer planeta entrasse em contato muito próximo com uma estrela. Ou, se permitisse que um planeta exista perto de uma supernova ou hipnova, ele também seria destruído. Uma maneira épica seria levar o valor da antimatéria de um asteroide até o núcleo do planeta. Lá, a aniquilação da matéria e antimatéria produziria energia mais do que suficiente para reduzir o planeta inteiro em pó.

Agora, se você quiser elevar as coisas um pouco, a situação muda de figura. Estamos falando de destruir um único planeta, até aqui. Mas, agora, imagine destruir um universo gigantesco com bilhões de trilhões de estrelas, em cada galáxia. E onde existem centenas de bilhões de galáxias. Como seria possível destruir tudo isso?

Como destruir o universo?

O mais novo livro de Stephen Hawking aborda um cenário hipotético onde isso aconteceria. Ele traz a teoria do campo de Higgs, o campo responsável por estabelecer a massa de todas as partículas fundamentais do universo, onde ela poderia passar espontaneamente do estado metaestável, para o verdadeiro estado fundamental.

Para visualizar, claramente, o que isso significa, primeiro é preciso entender como o campo Higgs funciona. Para isso, imagine o seguinte cenário. Você está com uma bola no topo de uma montanha. Em qualquer direção que você decidir sair, a bola irá rolar pela montanha. A direção, em que essa bola começará a rolar, pelo menos no primeiro instante, é totalmente aleatória, portanto, o ponto em que você pousará também. Funciona basicamente como a imagem ilustrando acima.

E há uma grande possibilidade de que o potencial, que descreve o campo de Higgs, seja muito parecido com esse cenário montanhoso. E que o nosso universo, completo de massas de partículas, atualmente, more em um desses vales metaestáveis. Exatamente aquele em que a elevação (valor do potencial) é a menor de todas as regiões circundantes.

Nesse exemplo que ilustramos agora, a bola rolando ladeira abaixo, vai permanecer onde quer que ela pare, porque isso é um sistema clássico. No entanto, o campo de Higgs e o universo em geral, é um sistema quântico. Ou seja, há um pequeno finito, de que a qualquer momento, o campo de Higgs no nosso universo possa se direcionar para um vale mais baixo e mais estável.

E o que aconteceria?

Essa é a situação de Hawking está descrevendo no seu último livro. E embora a probabilidade, de que isso aconteça, seja muito pequena, ela é realmente possível. E se for assim mesmo que o nosso universo se aprece, isso poderia acontecer a qualquer momento.

E o que aconteceria, ao nosso universo, se essa transição de um estado de energia mais baixa acontecesse? Ele seria mesmo destruído? Ou as mudanças, que ocorreriam, deixariam o universo intacto, mesmo que um pouco diferente do que era?

Se essa transição realmente acontecesse, as leis da física mudariam, assim como as propriedades das massas de partículas, a força das interações e os tamanhos dos átomos. Nesse cenário, o campo de Higgs atingiria o seu valor mais baixo e começaria a dominar o universo, com a transição se propagando para fora na velocidade da luz.

O que seria particularmente bom e ruim, ao mesmo tempo. Ruim, porque nunca conseguiríamos ver isso chegando. E bom, porque o universo estaria acelerando a sua expansão. Na prática, isso significa que um sinal, que se propaga na velocidade da luz, jamais chegaria até nós. Então, mesmo que essa transição aconteça, em algum lugar do nosso universo, é quase impossível que isso nos afete.

Então, mesmo que essa possa ser uma maneira possível de destruir o universo, é bastante improvável que isso aconteça. Pode até nos afetar caso aconteça, mas é do qual não temos o menor controle.

Próxima Matéria
Via   Medium  
Imagens Medium
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.


Matérias selecionadas especialmente para você

Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Siga Fatos Desconhecidos no Google+