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Quem ganharia a guerra entre a China e os Estados Unidos?

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      03/07/19 às 15h17

Os Estados Unidos e a China provavelmente continuarão fixados um ao outro como potenciais competidores militares nas próximas décadas. Se as relações forem administradas com prudência, não terão que se tornar adversários reais em uma guerra. Bom, ao menos, é o que esperamos. As respectivas capacidades dos dois países, no entanto, terão um papel em como sua influência global será percebida. Afinal, quem ganharia uma guerra entre a China e os Estados Unidos? As duas superpotências se olham "incomodadas" em todo o Pacífico. Uma bem estabelecida depois de décadas de conflito na Guerra Fria. Já a outra é hoje uma potência crescente e ansiosa por recuperar a hegemonia regional. Apesar dos sistemas políticos profundamente diferentes, a China e os Estados Unidos não são tão intrinsecamente hostis um ao outro, quanto foi o Ocidente e a União Soviética. Na verdade, eles têm um alto grau de interdependência econômica.

A história mostra que, muitas vezes, ainda há risco de guerra quando um poder crescente desafia a ascendência de um que já existe. Pequim e Washington têm desacordos profundos. Embora não tão abrangentes assim. Felizmente, nós temos exemplos históricos de superpotências rivais que coexistem em grande parte pacificamente por longos períodos de tempo. Vejamos o século entre a derrota de Napoleão e a Primeira Guerra Mundial, por exemplo. Não houve guerra em toda a Europa. Pensamento positivo, não é?

Ainda assim, o equilíbrio de poder entre as nações provavelmente desempenhará um papel ao lado da diplomacia. A China tem hoje o maior exército do planeta, com dois milhões de efetivos no Exército Popular de Libertação (ELP). No entanto, esse país gasta apenas um pouco mais de um terço do que os Estados Unidos, respondendo por 13% dos gastos militares globais anuais em 2017. Pelo menos, em comparação com 35% dos Estados Unidos, de acordo com Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI).

O governo chinês está ciente de que o grande tamanho de suas forças, em parte, reflete uma estrutura antiquada de meados do século XX. Ou seja, exércitos terrestres maciços e de baixa qualidade. A partir de 2015, o presidente chinês, Xi Jinping - que parece ter permanecido no poder indefinidamente -, anunciou uma importante iniciativa de reforma. Ela teria o objetivo de reduzir radicalmente as forças terrestres do ELP a fim de melhorar a sua qualidade.

Poder militar

Quem ganharia a guerra entre a China e os Estados Unidos? Os militares dos EUA operam mais de 2.000 jatos de combate da quarta geração. Cada vez mais sendo suplementados por projetos furtivos da quinta. Esses novos aviões americanos desfrutam de uma vantagem enorme em combate de longo alcance e através do espaço aéreo inimigo. Os enormes gastos militares refletem sua abordagem orientada para a tecnologia na guerra.

A sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) prefere desenvolver capacidades abrangentes de inteligência e comunicação para direcionar alguns sistemas de armas com alto grau de precisão. Diferente do uso de um número maior e mais barato de plataformas, que era típico na Segunda Guerra Mundial. Este paradigma favorece a "guerra em rede", na qual vários sistemas de armas trocam dados de sensores.

A China também é entusiasta desta doutrina e, sem dúvida, fez grandes progressos no desenvolvimento de drones armados. Por um lado, a indústria chinesa ainda está atrasada no desenvolvimento de tecnologias como motores a jato. No entanto, por outro lado, é relativamente forte no domínio da eletrônica e está feliz em copiar as tecnologias ocidentais e russas.

Os hackers chineses também provaram ser razoavelmente hábeis em invadir sistemas de computadores estrangeiros e perpetrar espionagem industrial. Entretanto, Pequim, pelo menos até agora, absteve-se de táticas de manipulação de eleições praticadas por sua vizinha Rússia.

Armamento nuclear e confronto marítimo

Quem ganharia a guerra entre a China e os Estados Unidos? Os Estados Unidos mantêm mais de vinte vezes o número de ogivas nucleares do que a China. Isso reflete a postura nuclear mais agressiva de Washington, que afirma que os EUA têm o direito de lançar um primeiro ataque nuclear em um conflito. Mesmo que ele tenha sido atacado apenas com armas convencionais. A China, ao contrário, tem uma doutrina nuclear defensiva, alegando que só empregará armas nucleares se for atacada primeiro.

A guerra nuclear ofensiva e defensiva envolve diferentes estruturas de força. Os Estados Unidos têm um enorme arsenal em uma "tríade" nuclear. Isso é feito de submarinos de mísseis balísticos; bombardeiros nucleares; e silos de mísseis terrestres. Tal arsenal é capaz de lançar um ataque mais amplo destinado a desabilitar o adversário.

É no mar que os Estados Unidos e a China estão mais abertamente em competição. Hoje, navios de guerra dos EUA operam regularmente fora da água litorânea chinesa, mas não vice-versa. Como as invasões marítimas sucatearam a China no século XIX e início do século XX, Pequim atribui grande importância ao afastamento da Marinha dos EUA de seu cinturão de bases.

Frotas submarinas

Quem ganharia a guerra entre a China e os Estados Unidos? As Marinhas dos EUA e da China também têm frotas submarinas muito diferentes. A Marinha dos EUA tem que operar por grandes distâncias e construiu uma força de 45 submarinos de ataque, que podem permanecer submersos quase indefinidamente devido à propulsão nuclear. Em serviço, a China tem pouco mais de uma dúzia de submarinos movidos por energia nuclear.

No entanto, asseguram-se com 70 submarinos mais silenciosos, movidos a diesel e equipados com equipamentos para operações de curto alcance. Embora mais barulhentos do que os submarinos americanos ou russos, os numerosos submarinos chineses ainda poderiam ser bastante eficazes contra os navios.

Bom, a China e os Estados Unidos provavelmente continuarão fixados um ao outro como potenciais competidores militares nas próximas décadas. Tudo depende da maneira em que as relações serão administradas. Não precisamos de vencedores ou perdedores. Afinal, estamos todos perdendo. As respectivas capacidades dos dois países, no entanto, terão um papel em como sua influência global é percebida. Vamos ficar atentos.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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