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Rádio de espionagem enterrado pela URSS há 30 anos foi desenterrado

POR Diogo Quiareli    EM Curiosidades      24/02/20 às 23h59

As guerras, que aconteceram no mundo, entraram para a história. A Primeira e Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e a Guerra Fria são exemplos disso. Diversos pesquisadores ainda buscam entender mais coisas sobre esses confrontos e, mais do que isso, buscam por objetos ou armas utilizadas em cada uma. Vez ou outra, são encontradas munições, armamentos, meios de transporte, esconderijos e até aparelhos de comunicação, como rádio de espionagem ou telefones e cartas. Soldados, que sobreviveram, contaram histórias que foram para os livros, mas ainda não são suficientes para entendermos tudo. Recentemente, um rádio de espionagem foi encontrado e surpreendeu o mundo.

Os arqueólogos, do Conselho Regional da Renânia, na Alemanha, foram os responsáveis pelo achado. Eles encontraram o sofisticado rádio espião soviético, na cidade de Colônia. De acordo com os responsáveis, esse artefato teria sido enterrado no lugar, um pouco antes da Cortina de Ferro. Essa foi a causa da divisão na Europa em duas, durante a Guerra Fria. O rádio foi achado dentro de uma enorme caixa de metal, hermeticamente fechada. Mesmo com as baterias tendo acabado depois de quase 30 anos no chão, a caixa surpreendeu os pesquisadores ao ser aberta.

Rádio de espionagem encontrado

"Tudo foi cuidadosamente envolto em papel de embrulho como um rádio novo. Achamos que o rádio funcionará se uma bateria nova estiver disponível. No entanto, não tentamos ainda", disse Erich Classen, um arqueólogo envolvido nas pesquisas. O objeto foi identificado como um transmissor e receptor modelo E-394KM. Esse rádio foi fabricado na União Soviética, em 1987. O aparelho foi transportado para a Europa Ocidental logo após isso, e pouco tempo antes do fim da guerra.

Os estudiosos suspeitam que os agentes usariam o aparelho para enviar relatórios secretos à União Soviética. Essas informações seriam a respeito do Centro de Pesquisa Nuclear de Jülich. Esse fica cerca de 10 quilômetros a oeste de onde foi encontrado o rádio. Se não fosse por isso, seriam informações sobre a balise militar de Nörvenich, que fica aproximadamente a mesma distância, ao sudeste. É nessa base, que ficavam os mísseis nucleares Pershing dos Estados Unidos até 1995.

Esse rádio de alta frequência era capaz de transmitir e receber mensagens a até 1,2 mil quilômetro. Isso é longe o suficiente para chegar a Varsóvia, na Polônia, que era aliada e fazia parte do bloco soviético. No entanto, sua condição sugere que ele nunca foi usado. Estima-se que tenha sido esquecido. Os controles do rádio são diferentes da maioria produzida na Rússia. Ele tem a escrita em inglês e no alfabeto romano. O aparelho agora faz parte da coleção do Conselho Regional da Renânia e está exposto no museu do grupo.

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Via   Revista Galileu  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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