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Rússia vai testar internet interna e pode se desconectar do resto do mundo

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      29/10/19 às 12h03

A internet foi criada em 1969, nos Estados Unidos, e foi chamada de Arpanet. Sua principal função era interligar laboratórios de pesquisa no país. Entretanto, a partir de 1982, o uso da Arpanet se disseminou em âmbito acadêmico. Além de ter seu uso iniciado em outros países como Holanda, Dinamarca e Suécia. E foi aí, que ela passou a ser chamada de Internet.

Posteriormente, em 1987, os Estados Unidos liberou seu uso comercial pela primeira vez. A partir de 1992, começaram a surgir empresas provedoras de acesso à internet no país norte americano. Naquele mesmo ano, o Laboratório Europeu de Física de Partículas (Cern) criou a World Wide Web. Assim, a internet começou a ser utilizada para colocar informações ao alcance de qualquer um de seus usuários.

Desde então, este meio tem se expandido cada vez mais, conectando as pessoas, levando conhecimento e informação para os quatro cantos do mundo. Basicamente, se tornando indispensável para as atividades cotidianas.

RuNet

Recentemente, o governo russo anunciou que pode começar a testar sua versão interna da internet em novembro. O que foi chamado de RuNet. Em suma, seu diferencial é que ela se encontra isolada das redes de outras nações. A medida, supostamente, visa proteger os sistemas russos de ataques cibernéticos.

No entanto, alguns críticos afirmaram que, na verdade, esses testes fazem parte de um plano da Rússia em isolar seus cidadãos do restante do mundo. Em abril, testes semelhantes haviam sido revelados pelo país, mas, não foram realizados. De acordo com um portal russo, os testes terão início em 1º de novembro deste ano e serão repetidos anualmente.

"Na segunda-feira, o governo aprovou a disposição sobre a realização de testes para garantir o funcionamento estável, seguro e holístico da Internet e das redes de comunicações públicas na Federação Russa", relatou o D-Rússia. "Os testes serão realizados nos níveis federal e regional".

Web russa

Supõem-se que o governo russo considere a dependência das tecnologias de informação atuais, como uma vulnerabilidade. Além de que, isso poderia ser explorado por outras nações contra o país.

"O contexto maior é a dependência da Rússia como nação em importar/depender de alta tecnologia estrangeira e as vulnerabilidades percebidas que a Rússia vê em tal uso de tecnologia", disse Samuel Bendett, especialista russo, no Conselho de Política Externa dos EUA, à Defense One.

"Com tantos nós do governo, público e setor privado usando essa tecnologia estrangeira, o governo russo está tentando impor uma medida de controle sobre como a comunicação na Internet sobre essa tecnologia é conduzida. No caso de o governo ver que a influência externa está afetando a RuNet, o Estado pode agir - daí o exercício anual".

"O governo russo, principalmente desde que viu o papel da mídia social na Primavera Árabe, queria [...] exercer controle rígido sobre o espaço de informações online dentro das fronteiras da Rússia", disse Justin Sherman, especialista em redes. "Os fluxos livres de informação são uma ameaça à estabilidade do regime e precisam ser controlados", conclui.

A medida, em isolar a infraestrutura de internet da Rússia, é acompanhada de uma legislação que visa limitar o acesso a determinados sites. Em 2006, uma lei no país restringia o acesso a serviços como LinkedIn, Telegram e o Zello. Em junho de 2019, o governo russo ameaçou bloquear nove grandes provedores de VPN, que se recusaram a aplicar políticas de censura.

Os serviços de VPN possibilitam que os usuários façam conexões seguras com a Internet em redes públicas e acessem sites bloqueados.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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