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Sada Abe, a gueixa assassina e ninfomaníaca

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      22/09/19 às 21h06

Em abril de 1936, Sada Abe e Kichizo Ishida fizeram check-in em um hotel, em Tóquio, no Japão. O que era para ser uma hospedagem, de apenas algumas horas, acabou se transformando em 4 dias de pura luxúria e amor. O casal se recusava a sair da cama. E eles não paravam de transar, nem mesmo quando o serviço de quarto chegava para deixar algo ou simplesmente para efetuar a limpeza diária do quarto.

Ishida era um homem casado. Entretanto, não havia dúvida do quão apaixonado estava o casal. Tal informação poderia ser facilmente confirmada pelos empregados do hotel que, por vezes, ficavam constrangidos com as cenas amorosas protagonizadas por eles. Porém, tal paixão, para Ishida, acabou se tornando algo mortal.

O casal se conheceu apenas dois meses antes de sua estadia neste hotel. Ishida contratou Abe, para trabalhar como garçonete, em seu restaurante. Os pais de Abe haviam a obrigado a se tornar uma gueixa. Isso, como forma de puni-la por ter se relacionado com alguns homens, quando ela era adolescente. Porém, Abe achava a vida de gueixa algo sufocante e começou a trabalhar como prostituta licenciada pelo governo.

Depois de ter tido alguns problemas, por roubar seus clientes, acabou indo parar em um bordel ilegal, em Tóquio. Em um determinado dia, tal bordel foi invadido pela polícia e Abe precisou sair de lá. Logo depois, ela se tornou amante de um dos amigos do dono do bordel. Cansada da forma como ele a tratava, Abe decidiu abandonar a vida como prostituta de vez.

Uma nova vida

Dessa forma, ela começou a trabalhar como garçonete, em um restaurante especializado em enguia. Esse restaurante pertencia a Ishida. Ambos se deram muito bem, desde o começo, e logo, Abe se apaixonou por ele. Depois do tórrido romance, enquanto estiveram hospedados no hotel, Ishida voltou para sua esposa. O que despertou a fúria e o ciúme de Abe, que passou a beber muito.

Em maio de 1936, a garçonete comprou uma faca e ameaçou matar seu amante. Curiosamente, Ishida ficou mais intrigado com a ameaça, do que assustado com toda a situação. Quando o casal voltou a se encontrar, eles faziam diversas brincadeiras utilizando o objeto cortante. O que se tornou uma espécie de fetiche para eles.

As "brincadeiras" entre eles foram ficando cada vez mais perigosas. Uma vez, Ishida teria pedido para Abe estrangulá-lo e, assim, ela o fez. Ele gostou tanto que pediu para que ela repetisse o ato em outros encontros. Dois dias depois, Abe o estrangulou enquanto ele dormia e só parou quando o homem havia morrido. "Depois que matei Ishida, me senti totalmente à vontade, como se um fardo pesado tivesse sido tirado dos meus ombros, e senti uma sensação de clareza", disse ela, posteriormente, à polícia.

Com a faca, além de diversas marcas no corpo de Ishida, Abe decepou seu pênis. Levando o órgão consigo quando deixou o hotel. Não demorou muito para que os funcionários do estabelecimento encontrassem o corpo do empresário. Em seguida, uma busca pelo paradeiro de Abe começou. Diversas pessoas relatavam que a haviam  visto por todo o país.

Despedida

Em 20 de maio, ela se hospedou em um hotel, utilizando um nome falso. Lá, ela passou dias escrevendo cartas de despedida a seus amigos. Abe planejava se matar, pulando de uma montanha cerca de uma semana depois de escrever essas cartas. Mas, antes disso, Abe queria ter "relações" com Ishida mais uma vez. Ela tentou utilizar o órgão do homem morto de diversas formas, mas acabou desistindo da ideia.

Nesse meio tempo, a polícia continuou a investigar seus rastros e, por fim, acabaram a encontrando. Quando eles bateram na porta do quarto em que ela estava hospedada, Abe acabou admitindo sua identidade, e até mesmo mostrou o pênis de Ishida, como prova. Ao ser presa, os policiais questionaram porque ela teria matado seu ex-amante, e ela respondeu:

"Eu o amava tanto, queria ele só para mim. Mas, como não éramos marido e mulher, enquanto ele vivesse, ele poderia ser abraçado por outras mulheres. Eu sabia que se eu o matasse, nenhuma outra mulher poderia tocá-lo novamente, então eu o matei...".

Depois de cinco anos de prisão, a sentença, que condenava Abe a seis anos de prisão, acabou sendo comutada e ela foi liberada. A ex-gueixa tentou manter uma vida discreta no início. No entanto, toda a atenção gerada sobre ela por seu caso persistiu após sua libertação. Posteriormente, um livro e um filme, intitulados A Woman called Sada Abe, foram lançados contando sua história.

Abe voltou a trabalhar como garçonete. E assim, ela permaneceu durante os próximos 20 anos. Então, em 1970, ela simplesmente desapareceu. Não existe nenhum registro sobre a vida de Abe depois desse ponto e seu destino permanece um grande mistério.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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