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Segundo estudo, imunidade contra o coronavírus pode durar apenas 6 meses

POR Erik Ely    EM Ciência e Tecnologia      04/06/20 às 23h46
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Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já afetou, de forma direta, mais de 6 milhões de pessoas em todo o mundo. Isso, apenas levando em consideração o número de infectados pela Covid-19. Desse modo, para além dos contaminados, também temos famílias e pessoas que foram afetadas de forma indireta. Além de também, setores da economia e nações inteiras. Assim, em um cenário extremo, a imunidade adquirida pelos infectados pode ser considerada um trunfo. No entanto, segundo um estudo publicado recentemente, a imunidade contra o coronavírus poderia durar apenas 6 meses.

Pessoas que contraíram o vírus e sobreviveram aos sintomas que, muito das vezes, leva à morte, recebem um passaporte imunológico, como está sendo chamado na comunidade científica. Portanto, essas são pessoas que poderiam retomar suas atividades sem medo de uma segunda infecção. Porém, segundo um estudo realizado pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, essa imunidade não seria para sempre e apenas duraria 6 meses.

Infectados pela Covid-19 poderiam contrair uma segunda infecção

O vírus SARS-CoV-2 está circulando entre nós há menos de cinco meses. Assim, por se tratar de um vírus tão recente, os pesquisadores ainda não sabem ao certo seu funcionamento. Por isso, um grupo de cientistas da Holanda realizaram um estudo já realizado com 10 indivíduos em um período de 35 anos, que vai de 1985 até 2020. Mas, que analisou quatro vírus que antecederam o novo coronavírus. São eles: HCoV-NL63, HCoV-229E, HCoV-OC43 e HCoV-HKU1.

Do grupo de pessoas utilizadas no estudo, foi determinado que após um certo período de tempo, infecções podem ocorrer pelo mesmo vírus. De acordo com os pesquisadores, há uma "duração alarmantemente curta da imunidade protetora aos coronavírus".

Além disso, os cientistas observaram "reinfecções frequentes 12 meses após a infecção e uma redução substancial nos níveis de anticorpos seis meses após a infecção". "Ainda assim, todos parecem induzir uma imunidade de curta duração, com rápida perda de anticorpos. Isso pode muito bem ser um denominador geral para os coronavírus humanos".

Mesmo que o vírus causador da Covid-19 se comporte de maneira diferente, precisamos estar preparados para uma possível "imunidade de curta duração, com rápida perda de anticorpos. Se o SARS-CoV-2 se comportar como um coronavírus sazonal no futuro, um padrão semelhante pode ser esperado", afirma o estudo.

Como funciona o passaporte imunológico?

De toda forma, também precisamos lembrar que o estudo se encontra em fase de preprint. Ou seja, ainda não foi revista por especialistas. Ainda que, indo na contramão das atuais evidências descobertas, o estudo precisa ser levado em consideração. "Como a imunidade protetora pode ser perdida seis meses após a infecção, a perspectiva de atingir a imunidade funcional de rebanho por infecção natural parece muito improvável", afirmou.

Em um exemplo recente, o secretário de saúde da Grã-Bretanha, Matt Hancock, anunciou que o governo está trabalhando em um sistema de certificações para permitir que as pessoas que se recuperaram possam retomar suas atividades econômicas. Desse modo, testes poderiam validar a imunidade ao vírus para essas pessoas. Contudo, o ministro também afirmou que ainda há muito a ser estudado. "É que saber que você tem esses anticorpos nos ajudará a entender mais no futuro, se você tiver um risco menor de pegar coronavírus, morrer de coronavírus e transmitir coronavírus", afirmou Hancock.


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Via   CanalTech  
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Erik Ely
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