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Segundo maior recife de coral do planeta não está mais em perigo

POR Jesus Galvão    EM Natureza      23/09/19 às 18h28

Todo nós sabemos da grande importância dos recifes de corais para o ecossistema. Os recifes de corais, que muitos de nós estamos acostumados a ver por fotos, são formados por colônias de pequenos animais, chamados pólipos de coral. Eles são parentes distantes das anêmonas do mar e águas-vivas.

Os recifes de corais atraem todos os anos, milhares de mergulhadores no mundo todo. Muito devido a sua grande beleza e a enorme variedade de peixes, que acabam sendo atraídos para estes locais. Além do mais, eles também servem como órgão de apoio da maior biodiversidade marinha do mundo. Eles cobrem, ao menos, cerca de 1% da superfície da Terra. No entanto, esse número tem diminuído cada dia mais.

Os corais e recifes de corais estão sendo ameaçados devido as mudanças climáticas, poluição, desenvolvimento costeiro, pesca, entre outros problemas. Assim, a diminuição dos recifes de corais representa verdadeiro dano ao planeta, tanto ecológica quanto economicamente. Isso porque o impacto econômico das atividades, englobando recifes de corais, é estimado em US$ 375 bilhões por ano.

Em 2009, a Rede de Reservas dos Recifes da Barreira do Belize (RRRBB), em Belize, foi incluída em uma lista de lugares, que se encontram ameaçados de extinção. No ano passado, o segundo maior recife de corais do mundo foi removido desta lista. A decisão foi tomada após a 42ª reunião anual do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, que aconteceu em Manama,  maior cidade do Barém.

O RRRBB havia sido inserido na lista devido a uma série de ameças. O que inclui o desenvolvimento insustentável do turismo nas ilhas, que o formam. As atividades, ligadas à exploração de petróleo e gás, representavam uma verdadeira ameaça ao frágil ecossistema do lugar. Isso, devido as concessões que haviam sido feitas e que causavam danos a todo ecossistema marinho.

Medidas protetivas

Portanto, em 2017, para proteger os recifes de corais, foi proibida a exploração de petróleo em toda a zona marítima do país. Recentemente, o Comitê do Patrimônio Mundial reforçou os regulamentos florestais, a fim de proteger os manguezais.

Em 1996, a barreira de recifes de Belize foi incluída na lista de Patrimônio Mundial. O RRRBB é, na verdade, a maior barreira de recifes do hemisfério norte. A região tem aproximadamente 300 km de extensão. O local é extremamente importante para a conservação de espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga-comum, peixe-boi-marinho e o crocodilo-americano.

"A remoção da Rede de Reservas dos Recifes da Barreira do Belize do Patrimônio Mundial em Perigo é um momento crucial para a Convenção do Patrimônio Mundial e os oceanos", disse Mechtild Rossler, diretor do Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO.

"A liderança em conservação do governo de Belize trouxe uma mudança marcante para o segundo maior sistema de recifes de corais do mundo, numa época em que os recifes de corais são severamente ameaçados pelas mudanças climáticas. O resultado de hoje mostra o poder da ação coletiva entre governo, UNESCO, IUCN e sociedade civil e estabelece um exemplo para o resto do mundo".

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