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Sentir deficiência no olfato pode indicar morte, entenda

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      08/05/19 às 14h20

Um novo estudo revelou que pessoas idosas com mal funcionamento do olfato têm mais probabilidade de morrer do que aqueles que mantêm o sentido aguçado. A morte pode ocorrer em até 10 anos após a percepção do problema. No estudo, eles descobriram que essas pessoas tinham cerca de 46% mais chances de morrer após suas habilidades olfativas terem sido testadas do que as outras pessoas.

Outra constatação foi a de que 28% do aumento nos riscos de morte podem ser atribuídos ao mal de Parkinson, demência e perda de peso não intencional. Todos eles podem ser indicativos de morte precoce e podem afetar o olfato de uma pessoa.

O estudo

Os 72% restantes do risco de morte ligados à perda da sensibilidade olfativa são, ainda, inexplicados. Acredita-se que eles possam estar ligados a condições sutis de saúde que se agravam com o tempo. As informações sobre o estudo foram publicadas na revista científica Annals of Internal Medicine.

Segundo o que foi publicado no artigo, cerca de um quarto dos estadunidenses idosos experimentam um declínio no olfato. Porém, é muito provável que o deficit acabe passando despercebido em comparação à perda de visão ou audição.

Outros estudos ligaram o declínio do sentido do olfato ao risco de morte em cerca de cinco anos do início do declínio. Entretanto, essas pesquisas não levaram em consideração questões demográficas como sexo e raça, ou outras características de saúde que pudessem explicar a ligação entre a perda sensorial e a morte.

Neste novo estudo, o epidemiologista Honglei Chen, da Universidade de Michigan, e seus colegas usaram dados de um estudo de longa duração com idosos da Health ABC. Entre 1997 e 1998, foram recrutados pelos cientistas aproximadamente 3 mil adultos idosos, com idades entre 70 e 79 anos em duas cidades norte americanas.

Desses indivíduos, cerca de 2.300 fizeram um teste olfativo no início do estudo. No teste, a eles foi solicitado que identificassem 12 odores comuns, pois seriam acompanhados até 2014 ou até o dia de sua morte. O que ocorresse primeiro. Durante o período de acompanhamento total de 13 anos, aproximadamente 1.200 deles morreram.

O aumento nos riscos de morte

Os pesquisadores constataram que aqueles cuja a pontuação foi baixa no teste olfativo tiveram risco 46% maior de morrer no 10º ano e um risco 30% maior de morrer no 13º ano. Isso quando eram comparados àqueles que tiveram um bom resultado no teste.

Segundo os pesquisadores, as maiores taxas associadas ao 10º ano em comparação com 13º ano se deram devido aos participantes terem por volta de 70 anos e por assim, estarem próximos do fim de sua vida útil. No 13º ano, muitos estavam morrendo independentemente da sua capacidade olfativa.

Curiosamente, entre os participantes que informaram no início do estudo terem boa saúde, o olfato ruim estava ligado a um aumento de 62% nas chances de morte no 10º ano. As chances de morte no 13º ano aumentavam em 40%.

É do conhecimento da ciência que os danos neurológicos da doença de Parkinson e da demência podem afetar o olfato de uma pessoa. Chen e seus colegas investigaram se tais condições poderiam explicar a ligação entre o nariz e as mortes. Segundo eles, a perda de peso poderia indicar desnutrição.

Mesmo considerando essas condições, problemas olfativos explicaram 70% das diferenças no momento da morte. As associações se mantiveram mesmo quando quesitos como raça e gênero eram levados em conta.

"O aumento da olfação entre idosos com excelente saúde pode ser um sinal de alerta precoce para condições insidiosas de saúde que eventualmente levam à morte", escreveram os pesquisadores.

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Via   Live Science  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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