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Ser uma pessoa esquecida é um ótimo sinal de saúde, entenda

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      02/10/19 às 15h16

Todos nós conhecemos aquela pessoa que só não esquece a cabeça, porque ela está grudada no corpo, não é mesmo? Esquece as datas e compromissos. Do mesmo modo, deixa suas coisas por todos os lugares e, depois, não se lembra exatamente onde, para poder pegar de volta. Os esquecidos de plantão acabam se metendo em muitos problemas, com amigos, familiares, etc.. Em suma, são transtornos por conta de atrasos e das milhares de falhas que o simples esquecer das coisas, pode ocasionar.

No entanto, para surpresa de muitos, ser uma pessoa esquecida pode não ser tão ruim assim. Na verdade, você sabia que isso pode ser um sinal de que seu cérebro está funcionando corretamente? A questão é que, não se lembrar de alguns detalhes de coisas mais simples, pode ser um sinal de que seu cérebro é bom em separar aquilo que, verdadeiramente, importa das demais coisas.

Apesar dessa ideia não ser exatamente algo novo, agora, uma pesquisa, realizada pela Universidade de Toronto (UT), no Canadá, e que foi publicada na revista científica Neuron, veio para confirmar tal alegação. Os pesquisadores descobriram que o crescimento de novos neurônios no hipocampo pode ser o motivo do esquecimento. O hipocampo é uma região do cérebro que está associada à memória.

Ao causar o esquecimento, o cérebro "abre espaço" para informações que ele julga serem mais importantes. Aquilo que ele 'julga' inútil, é então descartado. "Sempre idealizamos ser a pessoa que manda super bem em um jogo da memória, mas o ponto da memória é não ser capaz de se lembrar  quem ganhou a Copa Stanley, em 1972", disse Blake Richards, principal autor do estudo em um comunicado.

"O objetivo da memória é fazer de você uma pessoa inteligente que possa tomar decisões, dadas as circunstâncias, e um aspecto importante para ajudá-lo a fazer isso é poder esquecer algumas informações".

Memória

Em 2007, cientistas monitoraram o cérebro de 20 adultos saudáveis, utilizando ressonância magnética funcional (RMf). Isso, enquanto eles realizavam um simples teste de memória. Como resultado, foi sugerido que as pessoas eram melhores em lembrar coisas conflitantes. Informações repetidas, ou fáceis, eram mais facilmente descartadas.

"O processo de esquecer serve a um bom propósito funcional", disse Michael Anderson, da Universidade de Oregon, à New Scientist. "O que esses caras fizeram foi estabelecer claramente a base neurobiológica para esse processo".

No novo estudo, Richards, junto de seu colega Paul Frankland, revisou artigos já publicados, para chegar a tal conclusão. Muitas foram as evidências encontradas pelos pesquisadores, que embasavam a ideia de que esquecer as coisas, vez ou outra, é bastante útil. Os benefícios de ser um pouco esquecido são muitos. Em síntese, incluem a chance de livrar o cérebro de informações inúteis, como uma senha antiga.

Ficar constantemente trazendo à tona coisas antigas torna mais difícil a tarefa de tomar uma decisão concreta. Além de facilitar uma certa generalização de coisas, que aconteceram no passado. Por exemplo, ao invés de nos lembrarmos dos detalhes de uma visita a um determinado local, as lembranças de visitas múltiplas passam a se misturar. Dessa forma, fica mais complicado discernir o que e quando algo aconteceu.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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