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Simon Wiesenthal, o caçador de nazistas que sobreviveu a 5 campos de concentração

POR Diogo Quiareli    EM História      06/05/19 às 16h30

A história do mundo é extremamente rica em diversidade. Houve épocas que marcaram e foram as responsáveis pelo mundo atual. Eventos aconteceram e mudaram o rumo das coisas. Desastres naturais dizimaram populações inteiras. São vários exemplos, mas os principais fatores estão nas pessoas que marcaram a história. Serial killers, protestantes, presidentes e, é claro, os "heróis" que salvaram pessoas da morte. Esses estão entre os tipos de pessoas que mais marcaram e mudaram a história do mundo. Um claro exemplo disso é Simon Wiesenthal, um caçador de nazistas que atuou fazendo com que eles pagassem pela maldade cometida por conta de seus ideais.

Com uma extensa lista de criminosos nazistas, Simon se certificou de que todos aqueles que tivessem prejudicado seus companheiros judeus durante o holocausto, pagassem. Pensando um pouco sobre a história desse homem, resolvemos trazer essa matéria. A redação da Fatos Desconhecidos buscou e trouxe para você, caro leitor, a história de Simon Wiesenthal, o caçador de nazistas que sobreviveu a 5 campos de concentração. Se você conhecer alguma história tão incrível quanto essa, manda pra gente nos comentários aí embaixo. Sem mais delongas, confira conosco a seguir e surpreenda-se.

História de Simon Wiesenthal

A história de Simon começou como diversas outras. Ele era um judeu e junto de sua família foi conduzido como gado em campos de trabalhos. Eles eram forçados a trabalhar e faziam o possível para sobreviver à guerra. No entanto, sua história com o decorrer da vida não seria como as outras. Por um lado, Simon teve que sobreviver não apenas um, mas cinco campos de concentração. Ele quase morreu e, poucas semanas depois de sua libertação final, criou uma lista de nazistas para caçar.

Ele não apenas tinha sobrevivido aos nazistas, mas decidira passar o resto de sua vida caçando-os. De fato, ele foi creditado pelas capturas do arquiteto da Solução Final, Adolf Eichmann. Além desse, recebeu os créditos por pegar o oficial que prendeu Anne Frank.

Primeira deportação

Simon nasceu em Buczacz, Galacia, uma aldeia que hoje faz parte da Ucrânia. Seu pai era trabalhador em uma empresa de açúcar e morreu durante a Primeira Guerra Mundial, em 1915. Wiesenthal se casou com Cyla, sua amiga do colegial. Quando a Segunda Guerra Mundial começou na Europa, em 1939, Simon estava com 31 anos e morava no local onde hoje é a Ucrânia. Ele trabalhava como arquiteto e engenheiro, antes de se mudar com Cyla para Lwow.

Pensando que passaria despercebido pela guerra, logo ele foi descoberto. Ele e Cyla foram forçados a se registrar em um campo de concentração. Em 1941, sua cidade se transformou totalmente. Todos os moradores judeus de cidades e vilarejos próximos foram forçados a se mover para lá. Centenas de judeus foram assassinados por oficiais nazistas ou morreram devido às péssimas condições do local nos anos seguintes. Segundo sua autobiografia, ele era um deles, mas foi perdoado no último minuto por um antigo capataz e autorizado a voltar ao trabalho.

No final de 1941, Simon e sua esposa foram transferidos para o campo de concentração de Janowska, onde precisavam trabalhar em equipes de reparos ferroviários. Eles foram obrigados a pintar suásticas e propagandas nazistas em vagões de trem. Mais tarde, Simon conseguiu obter documentos falsos para sua esposa. Com os documentos, ela conseguiu escapar do local e viveu em segredo durante a guerra, trabalhando em uma fábrica de rádio alemã.

Fuga

Ainda no campo, Simon conheceu o inspetor sênior Adolf Kohlrautz, para quem preparou desenhos arquitetônicos para Eastern Railway. Kohlrautz salvou Wiesenthal de ser executado, convencendo o carrasco de que ele era um homem qualificado para pintar um mural dedicado a Adolf Hitler. Após os créditos, Simon tentou fugir enquanto fazia compras para os trabalhadores da ferrovia. Ele conseguiu por quase um ano, mas foi encontrado junto de um amigo. Foi enviado novamente ao campo de concentração, dessa vez o de Kraków-Ptaszów.

A guerra estava chegando ao fim quando ele foi transferido para o terceiro campo de concentração, Gross-Rosen. Ele trabalharia nas pedreiras. Lá adoeceu e teve que amputar um dedo do pé após a queda de rochas. Nesse período, mais da metade dos prisioneiros morreram. A outra metade ficou gravemente ferida. O Exército dos Estados Unidos acabou libertando o campo em 5 de maio de 1945. Simon estava totalmente magro e doente nesse dia.

Simon Wiesenthal se torna um caçador nazista

Apesar de desnutrido, Simon entrou em ação assim que os americanos libertaram o seu grupo. Três semanas após a libertação, ele compilou uma lista de 91 a 150 pessoas que ele acreditava serem culpadas por crimes de guerra. Ele apresentou a lista ao escritório de Crimes de Guerra Americano. Ele foi autorizado a acompanhar os oficiais em buscas e prisões de criminosos de guerra. Nos anos seguintes, trabalhou para o Escritório Americano de Serviços Estratégicos. Ele coletava informações sobre os sobrevivente e perpetradores do Holocausto.

Ele ajudava prisioneiros libertados a encontrar suas famílias, coletando informações sobre qualquer pessoa que pudesse ter participado de torturas que os judeus vivenciaram. Criou em 1947 o Centro de Documentação Judaica, que trabalhou para reunir informações sobre criminosos nazistas. Ele coletou em apenas 1 anos mais de 3.000 depoimentos de prisioneiros. Com o passar do tempo, Simon percebeu que muitos criminosos estava passando despercebidos, então passou a caçá-los. Ele capturou diversos e entregou as autoridades. Essa foi a história de Simon.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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