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Susan Potter, o maior cadáver digital que já existiu

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      03/01/19 às 14h30

Em 2000, uma senhora de 72 anos de idade chamada Susan Potter, que havia sobrevivido a um câncer, foi até a Universidade do Colorado, nos EUA, onde trabalhava Victor Spitzer para solicitar que depois de morta, seu corpo pudesse ser utilizado no Visible Human Projetc. Assim, seu corpo morto seria dividido em milhares de pequenas porções, fotografado e meticulosamente digitalizado, de modo que um cadáver online para treinamentos e pesquisas pudesse ser criado.

Aos 87 anos idade, em 2005, Potter faleceu devido a uma pneumonia. Em 2017, os restos mortais da mulher que haviam sido congelados foram cortados em cerca de 27 mil fatias, cada uma com 63 mícrons de espessura. Uma imagem de alta resolução então foi registrada. O processo para criar todo o mapa corporal de Potter ainda levará cerca de um ano, mas assim que concluído, ela se juntará a dois outros humanos.

Projeto Humano Visível

O Projeto Humano Visível, em livre tradução, foi idealizado em 1987, mas só começou a funcionar em 1991 depois que Spitzer e seu falecido colaborador, David Whitlock, receberam um subsídio de cerca de 720 mil dólares para iniciá-lo. Eles desejavam desenvolver uma maneira mais eficaz de estudar a anatomia humana com maiores detalhes do que com os cadáveres de carne e osso.

Depois que o financiamento foi liberado, os cientistas precisavam encontrar alguém que concordasse em doar seu corpo para o projeto. Em 1993, um homem assassino condenado à morte no estado do Texas doou corpo. Logo após, seu corpo foi fotografado. Um ano após, a primeira mulher do projeto apareceu. Uma senhora de 59 anos que morreu de doença cardíaca e que teve seu corpo repartido em 5 mil fatias com cerca de 0,33 milímetros de espessura.

Foi então que Susan ouviu falar sobre o projeto e se apaixonou pelo conceito. No entanto, devido as coisas pelas quais havia passado durante sua luta contra o câncer, Spitzer teria recusado a doação de Potter. "Mas eu sabia que estava mentindo. Eu sabia que um dia precisaríamos começar a considerar o corpo doente", afirmou o cientista.

Difícil decisão

O médico então reconsiderou a sua decisão e resolveu aceitá-la, uma vez que corpos doentes são os que os médicos mais veem todos os dias. Potter, que imaginava que morreria pouco tempo depois da sua primeira reunião com o cientista em 2000, passou a frequentar a faculdade de medicina da Faculdade do Colorado regularmente. Lá, ela ensinava aos alunos sobre a importância do cuidado compassivo.

Ela se envolveu tanto no projeto que chegou a conhecer a máquina e o local onde seu corpo seria desmembrado e até mesmo queria aprender em detalhes tudo o que envolvia o processo. O que foi atendido pelo pesquisador. Durante o período de 60 dias, onde seu corpo foi meticulosamente cortado e fotografado, em 2017, a equipe de Spitzer ouviu música clássica em uma sala com rosas pintadas na porta, assim como haviam prometido à ela antes de sua morte.

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Via   IFL Science  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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