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A terrível epidemia do sono que matou milhares de pessoas no século 20

POR Diogo Quiareli    EM Curiosidades      16/04/19 às 15h34

O ano de 1916 deixou um grande trauma no mundo. Uma estranha e curiosa epidemia apareceu na Europa antes de logo invadir o mundo. Em dez anos, diversas pessoas se tornaram vítimas de um misterioso sono e outros sintomas até então inexplicáveis. Como dissemos, tudo começou em 1916, na Batalha de Verdun. Em meio ao cheiro de carne e pó, na lama e no frio, um soldado apresentou um comportamento estranho. Ele não parava de dormir. Ele dormia enquanto conversava, comia e durante o seu trabalho. O oficial não conseguia evitar o seu sono extremo. Os médicos então decidiram colocá-lo sob observação e, finalmente, o enviaram para um hospital neuropsiquiátrico em Paris.

Outros 64 soldados também o seguiram, todos sofrendo da mesma coisa. Chegaram a questionar se isso era um traumatismo por causa da guerra. De fato, a Batalha Verdun é conhecida pela atrocidade e pelas sequelas que deixou, tanto físicas quanto psicológicas. Em 1917, o primeiro paciente civil chegou à clínica Wagner-Jauregg de Viena. A doença logo se espalhou como pólvora, deixando os médicos preocupados e inquietos. Em pouco tempo, diversos casos apareceram ao redor do mundo.

Quando a guerra acabou, os soldados retornaram às suas casas. Diversos cientistas acreditam que a promiscuidade no fronte facilitou a propagação da doença. Em 1918, 500 casos foram observados na Europa e, logo depois, uma nova-iorquina de 16 anos conseguiu se recuperar de um sono profundo que havia iniciado no ano anterior.

Estudo dessa epidemia do sono

Em Viena, o neurologista Constantin Von Economo começou a se dedicar ao estudo do caso em 1917. Os hospitais haviam sido tomados por pacientes que se queixavam de episódios letárgicos que ocorriam durante o dia. No entanto, isso não é tudo: parte desses pacientes ficava agitada, com tics, e seus olhos pareciam estar desconectados de seus cérebros. Era como se eles olhassem fixamente para um ponto infinito. Quase metade dessas pessoas morreram após sofrer uma paralisia do sistema respiratório e, por esse motivo, o médico passou a estudar seus cérebros.

Na maior parte deles, o estudioso descobriu um hipotálamo hipertrofiado, ou seja, parte do cérebro responsável pelo dormir e pelo acordar. Mesmo identificado as inflamações, Von Economo não foi capaz de determinar a causa. No dia 17 de abril de 1917, ele publicou um artigo que declarava que a encefalite letárgica era um "inchaço cerebral que suscitava o sono". Um problema que alguns dizem inclusive ter afetado Adolf Hitler.

Em diversos pacientes, os sintomas sentidos tomaram outras formas mas assustadores. Isso tanto pelo seu aspecto repetitivo, quanto pelo perigo que representavam em vários casos. Enquanto isso, alguns pacientes pareciam ficar incontroláveis e extremamente inquietos, outros apresentavam uma forte tremedeira e decidiam dar um fim à vida. As crianças, mais frágeis, eram afetadas de forma ainda mais evidente. O seus comportamentos se tornavam violentos e incontroláveis. Nos piores casos, eles entravam em coma e não saíam mais.

Descoberta do suspeito

A ausência de novos casos com o passar do tempo, dificultou o trabalho dos médicos. Eles não conseguiram dar sequência nos estudos. Apesar de tudo, eles identificaram alguns raros pacientes com a doença e, com isso, encontraram um suspeitos para entender a chave da doença misteriosa. Em 2004, os doutores Russel Dale e Andrew Church publicaram um estudo sobre a encefalite letárgica. Possivelmente, isso decifraria tudo sobre o caso. Eles fizeram exames em 20 pacientes com sintomas similares àqueles do mal que atingiu a Europa no começo do século XX. Isso descobriu que eles estavam ligados a um mal na garganta causado por uma bactéria.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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