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Traço social identificado pode explicar o motivo de algumas pessoas serem mais tribais que outras

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      20/08/20 às 16h14
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As pessoas são seres sociáveis e, por isso, precisam estar constantemente em contato umas com as outras. Mesmo que o seu número de amizades seja restrito, eles exercem grande influência sobre você e, provavelmente, pelo menos um deles tem grande importância para você.

E ter opiniões fortes e tendenciosas pode dizer mais sobre a forma individual da pessoa se comportar em situações de grupo, do que sobre seu nível de identificação com os valores ou ideais de qualquer grupo em particular.

Os pesquisadores chamam esse traço comportamental de "grupidade". E ele pode significar que as pessoas vão ter consistentemente comportamento grupal em diferentes situações. E os pensamentos e ações delas serão influenciados pelo fato de estarem em um ambiente de grupo. Enquanto as pessoas que não estiverem agrupadas não são afetadas da mesma forma.

"Não é o grupo político que importa. É se um indivíduo geralmente parece gostar de estar em um grupo. Algumas pessoas são 'grupais', filiam-se a um partido político, por exemplo. E se você colocar essas pessoas em qualquer ambiente arbitrário, elas agirão de forma mais tendenciosa do que alguém que tem as mesmas opiniões políticas, mas não aderiu a um partido político", explica a economista e pesquisadora-chefe, Rachel Kranton, da Duke University.

Estudo

Para verificar isso, foi feito um experimento com 141 pessoas. Os participantes foram perguntados sobre suas aflições políticas, se identificavam-se como democratas ou republicanos, ou então como pessoas que inclinavam mais para um lado ou outro quando o aspecto era crenças políticas.

Além disso, eles também responderam uma pesquisa com várias perguntas aparentemente neutras sobre as preferências estéticas com relação a obras de arte. Eles tinham que escolher sua pintura preferida entre as opções ou então diferentes versos de poesia.

Depois de fazerem esses dois experimentos, os participantes fizeram testes onde formam colocados em grupos baseados nas preferências políticas ou em categorias mais neutras com relação a arte que preferiram. E em um terceiro teste os grupos foram criados aleatoriamente.

Quando estavam agrupados os participantes fizeram um exercício de alocação de renda. Nele, eles podiam escolher alocar várias quantias de dinheiro para eles mesmos, para outras pessoas do grupo, ou para membros de outros grupos.

Nesse teste, os pesquisadores esperavam encontrar preconceitos com relação a essa alocação de renda com base nas mentalidades políticas. Mas eles também encontraram outra coisa.

"Comparamos democratas com D-Independents e descobrimos que os membros do partido mostram mais preconceito dentro do grupo. Em média, suas escolhas levaram a uma renda mais alta para os participantes do grupo", disseram os autores.

"No entanto, esses participantes membros do partido também mostram mais preconceito dentro do grupo em um segundo cenário não político. Portanto, a identificação com o grupo não é necessariamente o impulsionador do preconceito dentro do grupo. E a análise revela um conjunto de assuntos que aparecem consistentemente em viés de grupo, enquanto outro não", continuaram.

Dados

Segundo os dados, existe uma subpopulação de pessoas "grupais" e uma outra de pessoas "não grupais". As pessoas do primeiro tipo têm suas ações influenciadas por estarem em ambientes de grupo. Nesse caso, elas são mais propensas a demonstrar preconceito contra os outros fora do grupo.

Já o segundo tipo, as pessoas não tem esse tipo de tendência. E são mais propensas a agir da mesma forma independente se estão ou não em um ambiente de grupo. Além disso, esse tipo de pessoa parece tomar decisões mais rápidas do que as pessoas "grupais".

"Não sabemos se as pessoas que não têm grupos são mais rápidas em geral. Pode ser que eles estejam tomando decisões mais rápido porque não estão prestando atenção se alguém está em seu grupo ou não cada vez que precisam tomar uma decisão", ressaltou Kraton.


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Via   Science alert  
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Bruno Dias
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