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Transplantar corações de porcos em humanos pode estar mais próximo do que se imagina

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      27/08/19 às 12h18

Sabemos que o transplante de órgãos pode salvar muitas vidas, certo? Mas mesmo assim, as vezes é muito difícil encontrar um doador humano compatível. Mas e se esse problema pudesse ser resolvido usando órgãos de outros mamíferos, no caso porcos? Você já pensou nessa possibilidade? Não, pois vários cientistas e médicos sim. E isso pode se tornar uma realidade muito em breve.

O xenotransplante, como é chamado o transplante de órgãos entre animais e humanos pode parecer bizarro e surreal, mas tem se mostrado uma opção válida quando se fala em salvar vidas. E diferentemente do que muita gente possa ter pensando, os animais mais estudados para fazer isso não são os macacos, e sim os porcos. E se as previsões do médico britânico Terence English estiverem certas até 2022 já será possível transplantar corações de corpos em seres humanos. No entanto, esse ainda é um assunto delicado, e envolve mais estudos e também debates éticos.

Futuro

Há algum tempo já sem vem estudando os porcos para finalidades de transplantar órgãos aos seres humanos. E o xenotrasnplante pode estar muito perto de acontecer, é claro se tudo correr como o planejado.

O cirurgião cardiovascular britânico Terence English é um dos pioneiros em transplantes de coração no Reino Unido. Segundo ele, é possível que em quatro anos, 2022 já seja viável implantar um coração adaptado de um porco em um ser humano.

Em entrevista ao jornal The Independent, o médico de 87 anos relatou que um de seus pacientes fará um xenotransplante. Muito em breve o homem receberá um novo rim, no caso, o doador será um porco. "Se o resultado de um xenotransplante for satisfatório com rins suínos, é provável que corações também possam ser usados com efeitos positivos em humanos dentro de poucos anos", disse o médico.

Xenotransplante

O xenotransplante não é bem uma novidade. A ciência já vem buscando formas de usar órgãos de outros mamíferos em seres humanos há muito tempo. Em 1997, um grupo de cientistas canadenses e chineses criaram um porco com genética específica para transplantar seus órgãos para uma pessoa sem haver rejeição.

Naturalmente, a reação do nosso organismo seria rejeitar o órgão, exatamente por ser uma espécie diferente. Mas os especialistas já estão trabalhando em uma alternativa para esse empecilho. No caso, as técnicas de edição genética que estão cada vez mais avançadas. Atualmente a mais conhecida é a CRISPR, que modifica genes específicos para que o órgão do animal se pareça mais com o nosso. Com isso, diminui consideravelmente o risco de o sistema imunológico humano rejeitá-lo.

No entanto, essa questão não é tão simples quanto possa parecer. Isso, porque até no caso de transplantes entre seres humanos existe a possibilidade de rejeição. Por esse motivo, muitos pacientes precisam tomar medicamentos para evitar uma possível reação negativa do sistema imune.

Mas não somente, isso envolve muitas outras variáveis e também questões ética. A ideia de modificar a genética de um animal com a finalidade de proteger seres humanos pode não ser considerada "certa" para muitos. E hoje se fala muito em duas questões principais quando o assunto é xenotransplante. A primeira é que se esses transplantes poderão introduzir novos vírus no corpo humano, e o debate dos direitos dos animais. Seria isso justo com os bichos?

E você, o que acha disso? Conta para a gente a sua opinião nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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