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Um dos mais antigos e sombrios cemitérios do mundo permanece intocado, entenda

POR Diogo Quiareli    EM Lugares & Construções      04/04/19 às 16h30

Viajar para um país é algo extremamente incrível e podemos visitar diversos lugares. Museus, praias, monumentos históricos e, acredite, cemitérios estão na lista dos lugares mais buscados por turistas. Conhecer um pouco mais da história das pessoas que morreram ali diretamente onde estão enterradas é uma experiência única. E por falar em cemitério, existe o mas antigo do mundo que remonta 500 anos antes de Cristo. Acredita-se que os jarros de pedra que pontuam as paisagens do Laos, criando a Planície dos Jarros sejam da Idade do Ferro. Estudiosos ainda acreditam que esses potes possam ter desempenhado um grande papel no antigo ritual de funeral. Isso porque um dos lugares escavados revelou restos humanos adjacentes às criações do mesmo nome.

Uma história sugere que esses vasos foram criados por uma raça de gigantes como um esconderijo para sua coleção de vinho e arroz. Esses alimentos e bebidas eram destinos ao seu rei. Os estudiosos do local acreditam que esses jarros sejam a forma de homenagear as pessoas enterradas nesse cemitério. É quase como colocar lápides, o que para nós é super comum e até recomendado. O povo do local, na antiguidade, fazia um belo ritual antes de enterrar os seus entes queridos, segundo estudos.

História de um dos cemitérios mais velhos do mundo

O Laos tem uma história um tanto marcante desde sempre. Durante a Guerra do Vietnã, o local do cemitério foi submetido a bombardeiros insondáveis pelas forças dos Estados Unidos. Essa área foi bombardeada de forma muito intensa, incluindo supostamente 262 milhões de bombas de fragmentação. Algumas dessas bombas até hoje não foram destruídas e estão ativas no terreno. Cerca de 100 pessoas morrem por ano pelo simples infortúnio de encontrar uma dessas bombas não explodida. A maioria delas é ainda mais velha do que quem as encontra.

Entre 1964 e 1973, Laos foi alvo de mais bombas do que as que foram utilizadas durante a Primeira Guerra Mundial. O local ficou pior do que Londres durante a Segunda Guerra Mundial. Até mesmo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos admitiu que cerca de 520 mil explosões de bombas aconteceram no país. Isso tudo tentando atingir a Trilha de Ho Chi Minh e outros alvos. A tecnologia de drones está ajudando a descobrir um pouco mais sobre esses jarros que marcam o suposto cemitério mais velho do mundo. Acredita-se que existam bombas em cima de alguns, por isso, todo o estudo é bastante delicado.

A Planície dos Jarros foi designada como um importante local cultural pela UNESCO com a esperança de fazer algo para proteger o que restou. Autoridades se esforçam diariamente para documentar por completo a localização dos potes, assim promovendo o turismo e incentivo de pessoas a visitarem a região. No entanto, até que livrem a área de todo o perigo que possa oferecer, não podem fazer isso. Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, já visitou o lugar e apoiou a UNESCO em seu trabalho. Ele espera que consigam preservar o que sobrou dos jarros.

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Via   INSH  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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