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Uma pessoa pode lembrar do dia que nasceu?

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      11/10/19 às 19h51

Muitas pessoas conseguem se lembrar de coisas que aconteceram ao longo dos seus primeiros anos de vida. Festas de aniversário, viagens de família durante as férias, entre muitas outras memórias. Entretanto, há uma grande possibilidade de que essas memórias sejam de momentos e eventos, que ocorreram a partir dos três anos de idade.

Em geral, costumamos ter apenas algumas lembranças do que nos ocorreu entre os 3 e os 7 anos de idade. Muitas delas são desencadeadas por álbuns de fotos de família ou por aquelas conversas quando todos os parentes se reúnem e começam a falar de coisas do passado.

Alguns psicólogos definem essa incapacidade dos adultos de se lembrarem de eventos que ocorreram no início de suas vidas, incluindo o nascimento, como amnésia infantil. O termo foi cunhado pelo criador da psicanálise, Sigmund Freud, por volta de 1899.

De acordo com ele, a mente utiliza desse 'truque', como meio de reprimir certos traumas que possam ter ocorrido, durante esse período. Assim, criamos versões revisadas de alguns eventos e coisas para proteger nosso eu consciente. Mais de um século depois, ainda não temos uma explicação exata, sobre a amnésia infantil.

Inicialmente, acreditava-se que isso acontecia porque a memória, no cérebro dos bebês, ainda não tivesse se desenvolvido. Porém, novos estudos constataram que crianças, com menos 6 meses de idade, também podem formar memórias de longo prazo.

Então por que não nos lembramos de coisas, que aconteceram quando nascemos? Se podemos formar memórias quando somos bebês, por que elas não são mantidas quando somos adultos? Para responder essas perguntas, precisamos saber como o cérebro de um bebê funciona.

Memórias em formação

Para que nosso cérebro crie memórias, é preciso criar conexões entre células cerebrais, mais conhecidas como sinapses. Então, nosso cérebro organiza tais informações em categorias e as vinculam a outros dados semelhantes. Para que as memórias estejam disponíveis a longo prazo, é preciso que essas sinapses iniciais sejam recuperadas periodicamente. O que acaba reforçando as conexões.

Em alguns estudos, pesquisadores concluíram que a ideia de que bebês não conseguem codificar informações que formam a base das memórias é ultrapassada. Entretanto, eles perceberam que a medida que vamos crescendo a capacidade de codificação acelera gradualmente.

Tal codificação de memoria foi relacionada com o desenvolvimento do córtex pré-frontal do bebê. Entretanto, esta área, ativa durante a codificação e recuperação de algumas memórias, não é totalmente funcional ao nascermos. Embora, ao atingirmos o 24º mês de vida, o número de sinapses no córtex pré-frontal já tenha atingido níveis adultos.

Outra questão é que, o tamanho do hipocampo na base do cérebro se encontra em constante crescimento até o segundo ou terceiro ano de vida. É o hipocampo quem determina as informações sensoriais que serão transferidas para a memória de longo prazo.

Em relação à memória implícita, que permite aos recém-nascidos, associar sentimentos de segurança e acolhimento ao som da voz de suas mães, estudos revelaram poucas mudanças, no desenvolvimento desse tipo de memória à medida que envelhecemos.

As primeiras lembranças

Em suma, as primeiras lembranças de nossas vidas podem permanecer bloqueadas de nossa consciência, por não termos habilidade de linguagem quando somos bebês. Em 2004, um estudo traçou o desenvolvimento verbal de meninos e meninas, de 27 e 39 meses, e descobriu que, se as crianças não tiverem palavras para descrever um evento quando ele acontece, elas não poderão descrevê-lo mais tarde.

Alguns pesquisadores propuseram que só desenvolvemos habilidades de auto-reconhecimento e identidade pessoal entre os 16º ou 24º mês. Assim, começamos a desenvolver conhecimento do nosso passado quando começamos a organizar nossas memórias em um contexto.

Nossos pais desempenham um importante papel, no desenvolvimento de nossos memórias autobiográficas. Algumas pesquisas apontaram que a forma como os pais recordam, verbalmente, as memórias de seus filhos pequenos, pode influenciar o estilo narrativo, que ditará como essas crianças se lembrarão dessas memórias posteriormente.

Nesse ínterim, crianças cujos pais lhes contam sobre coisas do passado, como festas de aniversário ou idas ao zoológico, têm maior probabilidade de descrever mais detalhadamente suas próprias memórias.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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