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Veja o que acontece se você usar enxaguante bucal depois de malhar

POR Bruno Dias EM Curiosidades 03/06/20 às 15h30

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É comprovado cientificamente que a prática de exercícios prolonga a vida e aumenta a qualidade de dela. E mesmo com a correria do dia a dia, é importante encontrar um tempo para praticar alguma atividade. É tudo questão de hábito. No começo, não será uma tarefa fácil, mas com o tempo, você pega o jeito e uma vez que se torna parte da sua rotina, você já não conseguirá mais viver sem a sua dose diária de exercício.

Quando  você consegue conciliar a prática de exercícios físicos com sua rotina, é importante saber que tem algumas coisas que não podem ser feitas. Uma delas foi descoberta pelo estudo da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e pelo Centro de Regulação Genômica em Barcelona. O estudo descobriu que o efeito de diminuição da pressão sanguínea que o exercício físico dá cai de forma significativa quando a pessoa enxágua a boca com algum produto oral antibacteriano.

Relação

A relação que conecta as bactérias na boca com a saúde cardiovascular é um composto químico chamado de óxido nítrico. Quando estamos nos exercitando, os vasos sanguíneos se dilatam por conta da produção de óxido nítrico. E isso aumenta a circulação e o fluxo do sangue para os músculos que estão trabalhando.

E o autor principal do estudo, Raul Bescos, explica como os vasos sanguíneos continuam dilatados mesmo depois do exercício físico.

"Tudo tem a ver com a degradação do óxido nítrico em um composto chamado nitrato. Que por anos se pensava não ter função no organismo. Mas pesquisas na última década mostraram que o nitrato pode ser absorvido pelas glândulas salivares e excretado pela saliva na boca. Algumas espécies de bactérias podem usar nitrato e convertê-lo em nitrito. E quando o nitrito na saliva é engolido, parte dessa molécula é rapidamente absorvida pelo organismo. O que ajuda a manter um alargamento dos vasos sanguíneos. O que leva a uma redução sustentada da pressão sanguínea após o exercício", explica.

Estudo

Com o estudo, os cientistas queriam saber se a inibição das bactérias da biota bucal teria um efeito no benefício que acontece depois dos exercícios físicos. E para ver esses resultados, 23 voluntários correram durante 30 minutos na esteira em momentos distintos.

Em todas as vezes, eles tiveram que enxaguar a boca 30, 60 e 90 minuto depois de que tinham  corrido. Eles podiam escolher entre duas substâncias para fazer esse enxágue. Um enxaguante bucal antibacteriano ou então uma água com sabor de menta.

A pressão sanguínea dos voluntários foi medida até duas horas depois da corrida. Além de serem coletadas amostras das salivas deles.

Depois de uma hora da corrida, a queda média da pressão arterial sistólica foi de -5,2 mmHg nos voluntários que tinham enxaguado a boca com água com sabor de menta. E a queda foi de -2,0 mmHg naqueles que usaram o enxaguante bucal.

Com esse  resultados fica claro que usar o enxaguante diminuiu o efeito positivo que a corrida tem na pressão sanguínea em mais de 60% na primeira hora depois do exercício. E depois de duas horas, os benefícios tinham acabado por completo.

Conclusão

Os pesquisadores sabem que as bactérias da boca estão ligadas a esse efeito. Isso porque os níveis de nitrito sanguíneo não aumentaram depois da corrida naqueles voluntários que usaram o enxaguante bucal. E naqueles que usaram água, os níveis de nitrito sanguíneo subiram. Isso quer dizer que as bactérias são uma fonte importante para que a molécula circule pelo menos depois da primeira hora depois dos exercícios.

"As descobertas mostram que a síntese de nitrito por bactérias orais é extremamente importante para iniciar como o corpo reage ao exercício durante o período de recuperação, promovendo menor pressão arterial e maior oxigenação muscular", afirmou Craig Cutler, coautor do estudo.

"O próximo passo é investigar mais detalhadamente o efeito do exercício físico sobre a atividade de bactérias orais. E a composição de bactérias orais em indivíduos sob alto risco cardiovascular. A longo prazo, pesquisas nessa área podem melhorar nosso conhecimento para o tratamento da hipertensão", concluiu.


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Bruno Dias
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