Você não vai acreditar no que encontraram dentro desse crânio de barro sinistro

POR Erik Ely    EM História      05/05/20 às 12h21
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Ao longo dos anos, muitos povos praticaram rituais de morte bizarros e terríveis. No entanto, poucas o fizeram da forma que os Cita da antiga Sibéria. Sendo assim, um crânio de barro sinistro foi encontrado, datando desse período e você não vai acreditar no estava escondido lá.

Há mais de 40 anos, os arqueólogos descobriram essa cabeça de argila estranhamente assustadora em uma escavação na Sibéria. Contudo, como se a história não pudesse ficar mais estranha, uma radiografia revelou que a cabeça possuía um crânio de carneiro embutido em seu fundo.

Um história que só vai ficando mais estranha

Além do crânio de carneiro embutido, pesquisadores também descobriram que o a cabeça de argila datava em 2.100 anos. Assim, a cabeça de argila foi encontrada ao lado de restos carbonizados de cerca de 15 pessoas, em 1968, pelo professor soviético Anatoly Martynov. Encontrado em Minusinsk Hollow, entre as montanhas da Sibéria do Sul, acredita-se que o cemitério tenha pertencido à cultura Tagarsk, que viveu na Idade do Bronze da Sibéria.

Dentro dos povos Citas orientais, os Tagarsk são um dos grupos mais estudados desse período. Desse modo, o termo é utilizado para descrever um grupo de guerreiros nômades que elevaram o inferno por toda a extensão da estepe da Eurásia. Isso aconteceu há cerca de 900 a.C. a 200 d.C. Nesse período, um grupo como esse era equivalente a uma gangue de motociclistas de hoje em dia. Além disso, também eram fisicamente semelhantes, sendo tatuados e com moicanos. Porém, não possuíam motos. Ao invés disso, patrulhavam sem medo as planícies da Eurásia a cavalo.

Muito do que sabemos desse antigo povo vem da forma como eles eram enterrados. Nessas celebrações espalhadas pela Estepe da Eurásia, eles carregavam jóias e armas de ouro. Contudo, até para seus padrões extravagantes, essa foi uma descoberta excepcional.

E o que tudo isso tem a ver com o crânio?

Durante a década de 1970, os arqueólogos puderam estudar pela primeira vez a cabeça de argila. Na época, eles chegaram a pensar que se tratava de um crânio de ser humano, que estava coberto de argila e esculpido para parecer um rosto humano. Isso porque, essa prática já havia sido documentada na área. No entanto, ao analisar melhor os pesquisadores começaram a suspeitar que aquele não seria um crânio humano porque não corresponderia ao tamanho, mas seria muito maior.

Em 2010, os pesquisadores puderam comprovar que, na verdade, se tratava de uma cabeça de argila com um crânio de ovelha ou carneiro. De acordo com algumas teorias, essa cabeça pode ter sido produzida para um enterro onde não havia corpo. Portanto, na ausência do corpo, uma "boneca do enterro", como é chamada a cabeça e outras partes, representaria fisicamente a passagem da alma que sai do corpo e caminha até a morte.

No entanto, o uso do crânio de carneiro ainda é incerto. Em algumas culturas, por exemplo, os carneiros eram animais de grande importância. Isso inclui os antigos egípcios, as culturas nômades da Mongólia e outras culturas da Ásia Central. Contudo, no caso do crânio que foi encontrado, é mais provável que ele tenha sido usado para incorporar ou simbolizar um aspecto da alma da pessoa.


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Via   IFLScience  
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