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Você poderia cometer um crime hipnotizado?

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      03/07/19 às 14h32

Embora essa ideia tenha servido como roteiro para alguns filmes, e que no passado isso tenha sido usado para inocentar pessoas de algum crime hediondo, não é bem assim que funciona a hipnose. A ideia de que uma pessoa comum, cumpridora da lei, possa ser obrigada a cometer algum tipo de crime sob hipnose não é verdadeira.

No final dos anos de 1800 e começo de 1900, essa ideia era bem aceita. Eles tinham a crença de que uma pessoa poderia ser hipnotizada à distância e sem a sua consciência, estando totalmente à mercê da sugestão do hipnotizador. Assim, o hipnotizador poderia fazer com que essa pessoa cometesse o mais terrível crime. E por muito tempo, essa crença deu passe livre para alguns réus serem inocentados de seus atos. O que nem sempre acontecia com os seus hipnotizadores. A história de uma mulher, identificada apenas como Sra. E, é um dos casos mais conhecidos de crimes supostamente cometidos sob hipnose. Ela teria tentando assassinar o seu marido sob a influência de um hipnotizador.

A história

Em 1927, a Sra. E, uma garota alemã de apenas 17 anos de idade, ainda solteira, conheceu um homem que se dizia médico. Ele se apresentou para a jovem como sendo o Dr. Bergen, mas na verdade o seu nome era Walker. Em certo momento, ele pegou a mão dela e olhou em seus olhos. Pronto. A partir dali, a Sra. E estava sob efeito do seu "feitiço".

Ali teria começado o seu pesadelo que, supostamente, teria durado 7 anos. Segundo o testemunho de um segundo hipnotizador, que passou 18 meses desfazendo o dano psicológico causado pelo suposto médio, ele induziu a mulher a uma variedade de problemas físicos. O tal Dr. Bergen teria a obrigado a manter relações sexuais com ele e seus amigos enquanto estava sob efeito da sua hipnose.

Quando a Sra. E se casou, três anos depois, o Dr. Bergen tentou estender a sua influência psicológica para o seu cônjuge. Mas, diferentemente da sua esposa, o Sr. E, não era tão suscetível aos comandos do falso médico. Assim, ele acabou se tornando uma ameaça para os planos do vigarista, que tentou eliminá-lo. E é claro que ele usaria a mulher para fazer isso.

Supostamente, ela teria tentado pelo menos seis métodos diferente para matar o marido da jovem. Ela tentou envenená-lo, o que resultou em uma doença, mas não na morte. Ela chegou até a afrouxar os freios da motocicleta dele, mas o acidente não foi fatal. Quando ela tentou atirar no marido, a arma não estava carregada, e a ação foi fracassada.

Não se sabe ao certo como prosseguiu a investigação policial do caso. Mas, por fim, a Sra. E foi internada em uma clínica e submetida a um tratamento com um hipnotizador especializado para tentar recuperar a sua verdadeira memória. Enquanto isso, o suposto Dr. Bergen foi condenado a 12 anos de trabalhos forçados.

Hipnose e crimes

Esse caso nos dá algumas lições interessantes. A primeira delas é como as opiniões médicas predominantes podiam influenciar os tribunais. Também nos dá uma ideia de como as crenças influenciam o modo com que as histórias são contadas. Hoje em dia, algo semelhante jamais aconteceria. Uma pessoa que, supostamente, cometeu algum crime depois de ser inconscientemente hipnotizada por um estranho, não teria o mesmo tratamento. Muito dificilmente alguém acreditaria nesse tipo de alegação.

Até mesmo, porque uma pessoa não pode ser hipnotizada contra a sua vontade. Muito menos fazer coisas que não tem intenção de fazer. Além disso, o hipnotismo não é perigoso, embora alguns hipnotizadores possam ser. Você pode até oferecer uma defesa alegando que estava hipnotizado quando cometeu algum crime, mas isso não fará que você seja inocentado da ação.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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