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Você tem cara de rico ou de pobre?

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      03/10/19 às 15h00

Quando você olha para algum desconhecido na rua, qual a primeira coisa que vêm a sua cabeça? Qual o saldo bancário dessa pessoa? Provavelmente não, mas as nossas expressões podem dizer muito sobre nós, inclusive sobre a nossa situação financeira. Isso mesmo. Segundo um novo estudo, é possível julgar razoavelmente se alguém é rico ou pobre apenas olhando para o seu rosto. Segundo os autores da pesquisa, essa descoberta pode até explicar como os preconceitos ajudam a manter e perpetuar os ciclos de pobreza na sociedade.

Uma equipe de psicólogos, da Universidade de Toronto, descobriu que as pessoas são relativamente precisas, quando se trata de prever se uma pessoa é mais rica ou mais pobre do que a média. Isso, apenas olhando a uma foto do seu rosto inexpressivo. Dizem que as nossas expressões faciais não mentem, talvez estejam certos. E você pode fazer o teste para descobrir se isso é mesmo real. Confira a imagem, logo abaixo, e tire as suas próprias conclusões.

O estudo

O estudo psicológico é sobre percepções faciais das pessoas e sua relação com a classe social do indivíduo. O trabalho foi publicado, recentemente, no Journal of Personality and Social Psychology.

"Isso indica que algo tão sutil, quanto os sinais em sua face, podem revelar mais sobre sua classe social e pode realmente perpetuá-la", afirmou a autora do estudo, Thora Bjornsdottir. "Essas primeiras impressões podem se tornar uma espécie de profecia auto realizável. Isso influenciará suas interações e as oportunidades que você tem".

Para chegar a essa conclusão, a equipe de psicólogos pediu aos voluntários para que olhassem para várias fotos, com rostos de pessoas neutras. Depois, eles tiveram que tomar decisões "instintivas" sobre quem ganhava mais ou menos do que uma renda familiar média. Em cerca de 53% das vezes, um nível que supera as chances aleatórias foram precisas. Os pesquisadores ainda pontuaram que fatores, como raça e sexo, não interferiram nos resultados alcançados.

"As pessoas não estão realmente conscientes de quais pistas estão usando quando fazem esses julgamentos", disse Bjornsdottir. "Se você perguntar o porquê, elas não sabem. Eles não sabem como estão fazendo isso".

O estudo ainda concluiu que a percepção de classe social de alguém era mais preciso apenas se o rosto da pessoa permanecesse neutro e sem nenhuma expressão. Isso porque, no segundo experimento, ondes as fotos mostradas expressavam sentimentos de raiva ou felicidade, todas as previsões foram errôneas.

Conclusões

Por fim, os pesquisadores argumentaram que essa capacidade só é possível se os hábitos gerais de expressão forem neutros. Isso porque, segundo eles, no caso de uma pessoa, que teve uma vida confortável e satisfatória, isso se torna evidente no rosto da pessoa.

"O que estamos vendo são estudantes, de apenas 18 a 22 anos de idade, que já acumularam experiência de vida suficiente para mudar visivelmente e moldar seu rosto a tal ponto que você pode dizer qual é sua posição socioeconômica ou classe social", disse ainda o professor associado, Nicholas Rule.

E mais, os pesquisadores ainda sugerem que isso pode afetar as chances dos indivíduo evoluírem na vida. Como em uma entrevista de emprego, por exemplo. O estudo revelou que os participantes achavam que os "rostos ricos" eram mais propensos a serem contratados para um emprego do que os "rostos pobres".

"As pessoas falam sobre o ciclo da pobreza, e este é potencialmente um dos que contribuem para isso", afirma Rule.

Enfim, o que achou desse estudo? Acha mesmo que dá para definir se alguém é rico ou pobre, apenas olhando para o seu rosto? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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